Você está grávida ou teve um bebê recentemente e percebeu pequenas perdas de urina?
Fique tranquila: você não está sozinha. Esse é um sintoma relativamente comum durante a gestação e após o parto, mas que merece atenção.
Por que a perda de urina acontece na gravidez?
Durante a gravidez, o corpo da mulher passa por diversas mudanças. O crescimento do útero, o aumento do peso abdominal e as alterações hormonais podem levar ao enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico, responsável por sustentar órgãos como a bexiga, o útero e o intestino.
Esse enfraquecimento pode resultar em perdas involuntárias de urina, principalmente ao tossir, espirrar, rir ou fazer esforço físico.
E no pós-parto, isso pode continuar?
Sim, em algumas mulheres, a perda urinária pode persistir após o parto. No entanto, é importante reforçar um ponto fundamental:
👉 Apesar de ser comum, a perda de urina não é normal e não deve ser encarada como algo definitivo.
Existem tratamentos eficazes, e nenhuma mulher precisa conviver com esse desconforto para sempre.
Quais são as opções de tratamento?
O primeiro passo é sempre uma avaliação ginecológica adequada, para entender a causa e a gravidade do quadro.
Na maioria dos casos, o tratamento inicial envolve:
• Exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico
• Fisioterapia pélvica, com ótimos resultados na redução ou eliminação das perdas urinárias.
Quando o fortalecimento muscular não alcança os resultados esperados, existem tratamentos complementares, como o laser vaginal, que pode ser uma alternativa eficaz antes de considerar procedimentos cirúrgicos, como o sling.
Procure ajuda especializada
Se você está grávida ou no pós-parto e apresenta perdas urinárias, converse com seu ginecologista. Quanto mais cedo o problema for identificado, melhores são os resultados do tratamento.
Lembre-se
💬 Perder urina não é “normal”. É comum, mas é tratável.
Buscar ajuda faz parte do cuidado com a sua saúde e qualidade de vida.